Livros

 

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MAGNANI, J. G. C. (Org.); SPAGGIARI, ENRICO (Org.) . Lazer de perto e dentro: uma abordagem antropológica. 1. ed. São Paulo: Edições SESC, 2018. v. 1. 336p .

Esta coletânea, que conta com organização e textos dos cinco argonautas, apresenta 13 artigos escritos sob a ótica do encontro entre lazer e antropologia. Os textos versam sobre temas como arte, esporte, formas de sociabilidade e ocupação urbana e foram escritos por mestres e doutores em Ciências Sociais e Antropologia vinculados ao Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana.

 

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SPAGGIARI, ENRICO. Família Joga Bola. Jovens futebolistas na várzea paulistana. 1ª ed. São Paulo: Intermeios / FAPESP, 2016. 452p.

Etnografia urbana de boa cepa, este é o resultado de uma longa trajetória de pesquisa. Além do trabalho de campo meticuloso esta etnografia se destaca por sua escrita fluída e consistência teórica. Não é errado dizer que o livro trata da formação de jogadores e que seu universo empírico são os circuitos que tangenciam os centros especializados, em geral vinculados a clubes de primeira e segunda divisões e a agentes interessados em dividendos. Há de ser acrescentado, porém, que a etnografia vai muito além e, como bem o define seu autor, o interesse se desloca da formação de jogadores para a constituição da pessoa desses jovens futebolistas: sujeitos lapidados socialmente em meio às agruras características das classes trabalhadoras urbanas, permeados por desafios de toda ordem – muito além daqueles que o treinamento e a competitividade impõe – e prenhes de esperanças, sonhos, ilusões e, eventualmente, realizações. A etnografia se destaca pela qualidade e diversidade de narrativas de projetos de jogadores em trânsito pelos circuitos de formação, no decurso dos quais vão sendo descortinadas as finas teias que conectam diferentes mundos.

 

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SPAGGIARI, ENRICO; MACHADO, G. M. C. (Org.); GIGLIO, S. S. (Org.). Entre Jogos e Copas: reflexões de uma década esportiva. 1ª ed. São Paulo: Intermeios / FAPESP, 2016. 358p.

Dribles, manobras, braçadas, golpes, identidades, negociações, conflitos, socia­bilidades, gestualidades, visibilidades, agenciamentos, alteridades, espetacula­rizações. Como registrada certa vez, por um dos organizadores em seu caderno de campo, a fala de um jovem boleiro traduzia: “tem que ter categoria”. De maneira muito perspicaz, a agenda esportiva estabelecida no país – que os organizadores preferem denominar de “década esportiva” – dos Jogos Pan-Americanos (2007) aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos (2016), é o ob­jeto das incursões multidisciplinares desta coletânea. Nessa média duração conjuntural, há no entanto outras temporalidades significativas. Portanto, dos picos do skate às várzeas e arenas modernas; das piscinas às regatas e múltiplas topografias dos corpos; das expressões torcedoras às re­lações institucionais e políticas; da esportividade ameríndia entranhada na sociocosmologia do Alto Xingu às interseccionalidades sociais e das rela­ções de gênero; temos aqui um pouquinho de Brasil que pensa as práticas do esporte articulando visceralmente o campo acadêmico ao campo esportivo.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor. Da periferia ao centro: trajetórias de pesquisa em Antropologia Urbana. 1ª ed. São Paulo: Terceiro Nome, 2012. 345p.

A cidade contemporânea é o principal objeto de estudo deste livro que, sem se afastar das fontes teóricas legadas pelos antecessores, tece pontes entre diversas linhagens e revela os vínculos entre a formação clássica e nossos professores mais próximos. Segundo Mariza Peirano: “No primeiro momento, atenta-se ao complexo caminho que vai das origens da antropologia aos temas de preocupação do autor. O trajeto passa pelas duas mestras, Ruth Cardoso e Eunice Durham, que consolidaram uma linha de estudos na USP em que a cultura rústica desemboca na cidade, as periferias de São Paulo deságuam nos movimentos sociais urbanos, e o lazer e as festas aparecem no pedaço, na mancha, no trajeto e no circuito. Na sequência, a experiência de pesquisa com os alunos do Núcleo de Antropologia Urbana revela a perspectiva etnográfica do autor. Por fim, um exame detido da natureza da investigação etnográfica, do olhar “de perto e de dentro”, que, tendo como pressuposto a relação de alteridade, irá produzir um tipo de conhecimento inesperado e surpreendente. Aqui, o contraponto com Tristes trópicos, de Lévi-Strauss, e as próprias “expedições” do autor pela metrópole paulistana levam ao exame da pertinência da combinação de uma antropologia na da cidade.”

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor; MANTESE, Bruna (Org.). Jovens na Metrópole: etnografias de circuitos de lazer, encontro e sociabilidade. 1ª ed. São Paulo: Terceiro Nome, 2007. 280p.

São Paulo abriga os mais diversos grupos de jovens: straight edges, góticos, pichadores, ‘japas’ e ‘manos’, baladeiros e instrumentistas, entre dezenas de outros, circulando por diferentes espaços da cidade e fazendo de alguns – sorveteria Soroko, Galeria Ouro Fino e estação Conceição do metrô, por exemplo – seus pontos de encontro. O que une esses grupos, o que os motiva, como são seus contatos, como se relacionam? ‘Jovens na Metrópole’ é o resultado de pesquisa do NAU/USP (Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo) sobre circuitos de jovens na cidade, com etnografias nas quais os autores procuram descrever, analisar e entender formas de sociabilidade, modalidades de apropriação do espaço urbano, trajetos, relações de troca e conflitos internos ou com outros grupos.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor. Expedição São Paulo 450 anos: uma viagem por dentro da metrópole. 1. ed. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura / IFF, 2004. 224p.

Duas expedições urbanas cruzaram São Paulo e documentaram as experiências de vida e os personagens que formam a maior cidade do País.

Confira documentário sobre o projeto.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor. O Brasil da Nova Era. 1ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000. 63p.

Nova Era – mais uma onda consumista, exploração da boa-fé do público ou, ao contrário, busca de novas formas de espitirualidade? Este livro traça um panorama desse fenômeno desde suas origens no movimento da contracultura até os dias atuais, procurando identificar suas fontes e bases doutrinárias, descrever seus espaços de atuação e analisar o perfil dos frequentadores.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor. Mystica Urbe: um estudo antropológico sobre o circuito neo-esotérico na metrópole. 1ª ed. São Paulo: Studio Nobel, 1999. 143p.

Este livro descreve e analisa  atividades e comportamentos que, não obstante a primeira impressão de heterogeneidade e fragmentação, configuram um circuito bem delimitado na dinâmica e paisagem da cidade. As pessoas que fazem parte do circuito neo-esotérico , como ele foi denominado,  distinguem-se pela busca de novas modalidades de cultivo de seu mundo interior que inclui as dimensões  da espiritualidade e do sagrado: suas fontes de inspiração são filosofias e sistemas religiosos orientais, antigos saberes ocultistas, correntes espiritualistas, cosmologias indígenas, propostas ecológicas. Não se trata, contudo, de uma busca individual e isolada. Essas pessoas  com diferentes  graus de compreensão e envolvimento têm seus lugares de encontro, compartilham hábitos e  padrões de consumo, cultivam valores, crenças e gostos semelhantes. Desenvolvem, em suma, um estilo de vida perfeitamente discernível no ambiente cosmopolita da metrópole, presente na mídia  e sustentado por uma extensa rede de espaços que oferecem cursos, práticas corporais, terapias alternativas, literatura especializada e até  ritos e celebrações em determinadas datas.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor; TORRES, L. L. (Org.). Na metrópole: textos de antropologia urbana. 1ª ed. São Paulo: EDUSP/FAPESP, 1996. 320p.

Uma coletânea de oito ensaios antropológicos sobre a cidade de São Paulo, reunindo  autores que foram orientandos do professor José Guilherme Magnani. Fruto das atividades do Núcleo de Antropologia Urbana da USP, as pesquisas cobrem uma grande diversidade de temas, que se articulam em torno da questão do lazer e da religião enquanto modos de apropriação do espaço urbano e criação de formas de sociabilidade.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor. Umbanda. 2ª ed. SAO PAULO: ATICA, 1991. 64p.

O processo de formação da Umbanda, sua doutrina e ritos. Analisa pontos comuns e diferenças em relação a outros cultos.

 

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MAGNANI, Jose Guilherme Cantor. Festa no Pedaço: cultura popular e lazer na cidade. 1ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.  199p. (São Paulo: Hucitec, 1998. 166p.) [Editora Unesp/Hucitec, 2003. 166p.]

Festa no Pedaço: Cultura Popular e Lazer na Cidade, que já está em sua terceira edição, é um livro de referência para todos os que se interessam pelas questões  do lazer, da sociabilidade e do tempo livre no contexto urbano. Uma das primeiras pesquisas de campo, de caráter etnográfico, realizada no Brasil sobre estes temas, Festa no Pedaço foi pioneiro não apenas pela temática escolhida, mas pelo enfoque adotado: nele, as atividades que preenchem o tempo livre e as diferentes formas de desfrutá-lo não são vistas como o avesso ou o contraponto do mundo do trabalho. Ao contrário: reconhecidas por seu próprio valor e significado, constituem ademais  valiosas pistas para o entendimento da dinâmica cultural e dos valores sociais contemporâneos. O tempo livre é visto hoje como elemento indispensável na busca de melhor qualidade de vida. Isto nos permite afirmar que as atividades que o preenchem e as formas de desfrutá-lo constituem uma via de acesso privilegiada para a compreensão da dinâmica cultural e dos valores sociais contemporâneos. Valendo-se desta percepção, Magnani desenvolveu uma das primeiras pesquisas etnográficas realizadas no Brasil sobre as modalidades de entretenimento e suas relações com a rede de lazer.